Aeronáutica Conclui Inquérito E Aponta Culpado Do Acidente Com Governador RC
Política 07:51
Para ter a certeza que a queda da aeronave não foi provocada por qualquer problema mecânico, Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), juntou as peças do ‘quebra-cabeça’ ao ouvir os tripulantes e os passageiros do avião oficial do Estado, além de perícias no equipamento, além da montagem do trajeto, entre outras informações técnicas.
Em uma primeira análise, constatou-se que o piloto estava com o Certificado de Capacidade Física (CCF), e a Carteira de Habilitação Técnica (CHT), válidos e que o mesmo era “qualificado e possuía experiência suficiente para realizar o voo”.
Um outro ponto de início analisado se referiu aos registros da aeronave. Além de registrar que essa estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido, além voava dentro dos limites de peso e balanceamento permitido para o tipo de equipamento.
Histórico do voo - No segundo item do relatório, foi constatado que:
* Ao chegar ao destino, a tripulação realizou um pouso e decidiu arremeter no solo por ter visualizado um estreitamento da pista após os 500 metros iniciais, de um total de 800 metros disponíveis para pouso;
* A tripulação efetuou o segundo pouso sem ter baixado o trem de pouso;
* A aeronave teve danos graves e todos os ocupantes a bordo saíram ilesos.
No transcorrer do relatoria, ainda é destacado:
* O tripulante não realizava um pouso no Aeroclube de Campina Grande há mais de 10 anos;
*A aeronave ingressou em um tráfego normal para efetuar o pouso curto na cabeceira 10 da pista de piçarra de SNKB, por ter julgado que as condições eram desfavoráveis nos últimos 300 metros (estreitamento da pista);
* Ao ingressar na perna do vento, a aeronave foi configurada para pouso com trem baixado e flapes em 45º. Na aproximação final, com uma rampa baixa foi aplicado de 26 a 28 polegadas de potencia para manter 85kt de velocidade;
*Após efetuar o toque, decidiu-se por uma arremetida no solo, pois a tripulação julgou que não haveria espaço suficiente para desaceleração e parada completa da aeronave nos 500 metros iniciais da pista. Após a arremetida no solo o trem de pouso foi recolhido e os flapes foram elevados para 25º;
* Durante a realização do segundo tráfego, com intenção de realizar outro pouso curto, não foi utilizado o check-list da aeronave para certificação da correção dos procedimentos antes do pouso. Na sequência, não houve o abaixamento do trem de pouso e foi realizado um pouso sem trem, com flapes configurados a 45º;
* Durante a Ação Inicial, foi realizado teste funcional de alarme sonoro (buzina) de aviso de trem de pouso e nenhuma discrepância foi identificada.
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